A
Constelação Familiar é uma abordagem terapêutica que busca compreender um
movimento que se propaga, de geração em geração, e que chega até a geração
atual com uma intenção de impulsionar ao sucesso, de entregar coragem, força de
concretização. Também é a compreensão de que existe uma energia, uma
inteligência que move todo o universo (a mesma inteligência que organiza uma
colmeia de abelhas, um formigueiro, o vento soprando, o desabrochar de uma
flor, etc.). Essa inteligência busca também ao ordem do sistema familiar e
espera que essa família/ esse sistema esteja em total harmonia.
A
aplicação da Constelação Familiar, criada pelo alemão Bert Hellinger, baseia-se
no uso de representantes neutros para representar membros da família ou grupo
social. Em uma sessão de Constelação, trabalha-se uma questão específica
escolhida pelo paciente/ constelado.
Hellinger
identificou três leis que atuam nas relações familiares e que podem estender-se
a outros vínculos, como instituições, grupos de amigos, equipes de uma empresa,
etc. São elas:
-
a hierarquia: definida pela ordem de chegada;
-
o pertencimento: relacionado aos vínculos, às raízes;
-
o equilíbrio: orientado pela equidade e senso de justiça e equilíbrio nas
trocas em geral.
Uma
vez violadas essas leis, surgem compensações que atuam em outras pessoas da
mesma família, levando à repetição de padrões de comportamento. Independente da
ordem cronológica, essas compensações podem afetar membros encarnados e
desencarnados.
Uma
sessão de Constelação Familiar busca, então, trazer à luz o que está oculto nos
relacionamentos evidenciando, assim, a relação profunda entre os membros de uma
família.
Referência
HELLINGER, Bert; TEN HÖVEL, Gabriele.
Constelações familiares o reconhecimento das ordens do amor: Conversas sobre
emaranhamentos e soluções. Trad. Eloísa Giancoli Tironi, Tsuyuko Jinno-Spelter.
São Paulo: Cultrix, 2007.
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