segunda-feira, 6 de abril de 2020

Constelações Familiares: Mas o que é, de fato, Constelação Familiar?



A Constelação Familiar é uma abordagem terapêutica que busca compreender um movimento que se propaga, de geração em geração, e que chega até a geração atual com uma intenção de impulsionar ao sucesso, de entregar coragem, força de concretização. Também é a compreensão de que existe uma energia, uma inteligência que move todo o universo (a mesma inteligência que organiza uma colmeia de abelhas, um formigueiro, o vento soprando, o desabrochar de uma flor, etc.). Essa inteligência busca também ao ordem do sistema familiar e espera que essa família/ esse sistema esteja em total harmonia.
A aplicação da Constelação Familiar, criada pelo alemão Bert Hellinger, baseia-se no uso de representantes neutros para representar membros da família ou grupo social. Em uma sessão de Constelação, trabalha-se uma questão específica escolhida pelo paciente/ constelado.
Hellinger identificou três leis que atuam nas relações familiares e que podem estender-se a outros vínculos, como instituições, grupos de amigos, equipes de uma empresa, etc. São elas:
- a hierarquia: definida pela ordem de chegada;
- o pertencimento: relacionado aos vínculos, às raízes;
- o equilíbrio: orientado pela equidade e senso de justiça e equilíbrio nas trocas em geral.
Uma vez violadas essas leis, surgem compensações que atuam em outras pessoas da mesma família, levando à repetição de padrões de comportamento. Independente da ordem cronológica, essas compensações podem afetar membros encarnados e desencarnados.
Uma sessão de Constelação Familiar busca, então, trazer à luz o que está oculto nos relacionamentos evidenciando, assim, a relação profunda entre os membros de uma família.

Referência
HELLINGER, Bert; TEN HÖVEL, Gabriele. Constelações familiares o reconhecimento das ordens do amor: Conversas sobre emaranhamentos e soluções. Trad. Eloísa Giancoli Tironi, Tsuyuko Jinno-Spelter. São Paulo: Cultrix, 2007.


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