Há
mais de três séculos Newton definiu as três leis do movimento e, com isso,
criou o determinismo. A metáfora que ele usou foi a de um relógio. O Universo
seria uma grande máquina, um grande relógio. Conhecendo-se as leis do movimento
poderíamos saber o passado, o presente e o futuro.
Tudo
passou a ser determinado. Não havia mais espaço para a criatividade nem para o
livre-arbítrio. Cada coisa tinha seu lugar na grande máquina e essa era a ordem
natural das coisas. Isso deu uma grande argumentação lógica para os senhores de
escravos e o controle de toda a sociedade. Existia uma ordem natural e os
escravos faziam parte dela e nunca poderiam ser livres. Mas, essa é outra
história.
No
mundo de Newton nada pode ser mudado. Tudo já está determinado. Sabendo-se a
causa pode-se prever o efeito matematicamente. A partir do momento em que o
Universo surgiu, se tivermos todas as informações, poderemos calcular todo o
futuro.
Essa
visão de mundo é que vem dominando as ciências e todo o resto até hoje. Mesmo um
século depois da descoberta do quantum toda
a vida na Terra está organizada segundo a matemática de Newton. Toda a
economia, sociologia, psicologia, medicina, etc. Tudo, literalmente, está
contaminado com essa visão da realidade como uma máquina. Nesse mundo não
existe espaço para o livre –arbítrio, para a decisão pessoal.
Outro
aspecto é o reducionismo, já que toda máquina pode ser reduzida às suas partes.
Isto é, cada pedaço da máquina pode ser analisado. A máquina pode ser
desmontada e montada à vontade. Isso é o que a ciência faz até hoje. Analisa as
partes tentando entender o todo. Mesmo quando o absurdo disto fica evidente,
como no caso de um automóvel: espalhe no chão as peças de um carro e misture-as
aleatoriamente. Quando você acha que surgirá um automóvel montado e funcionando
dessa mistura? Isso nunca acontecerá. Ainda mais porque a entropia fará com que
cada vez mais fique difícil conseguir uma ordem naquilo. Entropia é a perda de
energia de um sistema. É obvio que somente com inteligência e energia
conseguiremos montar o carro.
Infelizmente,
é assim que a ciência funciona, com uma mentalidade reducionista. Vê as partes
e desta forma nunca vê o todo.
Depois
de um século do surgimento da Mecânica
Quântica toda a sociedade humana ainda vive como se ela não existisse. Usam-se
todas as descobertas para a confecção de aparelhos eletrônicos e se ignora o
resto.
O
que a Mecânica Quântica mostra que, praticamente, ninguém quer ver?
-
que a realidade não é material;
-
que a matéria é apenas uma forma de organização da energia. Que no nível mais
fundamental só existe energia;
-
que tudo está conectado no nível sub-quântico;
-
que tudo é onda e que, em última instância, só existe uma única onda;
-
que o observador cria a própria realidade. Que a matéria obedece a vontade do
observador;
-
que a consciência continua após a morte;
-
que existem inúmeras dimensões além da terceira dimensão em que vivemos;
-
que tudo é consciência e tem consciência;
-
que uma única consciência está experienciando a si mesma de infinitas formas;
-
que existe um sentimento nesta única consciência, que é dominante, o amor;
-
e que tudo que contraria esse sentimento cria condições que trarão infelicidade
para quem os criou.
Os
ajustes que vêm ocorrendo no planeta são a forma que a Consciência Uma tem de
fazer tudo voltar ao equilíbrio. O Universo tende ao equilíbrio e faz tudo o
que é preciso para voltar a ele.
Referência:
COUTO,
Hélio. Mentes In-formadas: ondas de
in-formação, transferência de consciências e outras infinitas possibilidades.
São Paulo: Linear B Editora, 2015, p. 267-270.

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